Brasília – O deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) reafirmou ontem, em Brasília, que não tem planos de deixar a chapa na disputa pela presidência do partido e que não acredita que seja "um problema" para o PT. Pouco antes de se reunir no gabinete do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), com o prefeito de Aracaju, Marcelo Déda, e o assessor internacional da Presidência da República Marco Aurélio Garcia, Dirceu respondeu a parte dos argumentos levantados pelo presidente do PT Tarso Genro para hesitar em participar das eleições do diretório.

"O que está sendo desenvolvido e formulado legitimamente, como prevê a democracia, pelo presidente Tarso Genro, não é o programa da chapa. Foi o que eu disse, eu não sou o problema da chapa", disse. A chapa encabeçada por Tarso Genro pede o afastamento da disputa de integrantes envolvidos direta ou indiretamente no escândalo do "mensalão", a exemplo de Dirceu, que discorda dessa posição.

Dirceu defendeu ainda a posição expressa mais tarde pelo deputado e secretário-geral do partido Ricardo Berzoini (PT-SP), de que o partido deve chegar a um consenso em encontros partidários. Mercadante, Déda e Garcia deveriam se reunir mais tarde com o presidente do PT, Tarso Genro, para tentar encontrar uma solução para a disputa entre ele e Dirceu pelo comando do partido. As eleições internas do PT estão previstas para o dia 18 de setembro.