A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai apoiar "de forma genérica" os candidatos do PT e da base aliada para as prefeituras neste ano, sem subir aos palanques. "O presidente sempre mantém uma atitude distante e respeitosa da eleição e até onde percebo ele não terá uma participação direta, de fazer campanha", comentou, neste domingo, ao votar na prévia que definiu o candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre.
A própria Dilma também não se comprometeu a participar da campanha. "Minha agenda é muito pesada", esquivou-se. "Mas sempre que puder darei uma ajuda ao candidato que o partido escolher, previu, referindo-se a eventuais dias de folga, como neste domingo.
Segundo a ministra, o PT está resgatando sua história de luta social e compromisso com a ética, ao mesmo tempo em que ficou "mais maduro, mais calejado" para governar capitais como Porto Alegre e São Paulo, entre outras, "com uma política similar à que é feita no governo federal".
Dilma abriu seu voto no ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rosseto para a candidatura do partido à prefeitura de Porto Alegre. Justificou a escolha pela experiência de Rossetto, que fazia a articulação administrativa como vice-governador de Olívio Dutra, entre 1999 e 2002, quando ela era secretária de Energia, Minas e Comunicações.
A ministra também elogiou a deputada federal Maria do Rosário, que disputou a candidatura com Rossetto, como uma liderança que chegará aos cargos majoritários. "Mas acredito que há fila na política e que as pessoas têm que esperar a sua hora", comentou. "A dela chegará, tenho certeza absoluta".