São Paulo – Pelo terceiro mês consecutivo, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu de 19,9% em novembro para 19,1% em dezembro. O movimento é considerado normal para este período, já que as empresas costumam contratar funcionários temporários para atender o crescimento da demanda de final do ano. Na comparação com dezembro de 2002, quando a taxa estava em 18,5%, o desemprego aumentou 3,2%.

Nos últimos 12 meses, 94 mil pessoas foram incorporadas ao contingente de desempregados de São Paulo, cujo total estimado pela Fundação Seade/Dieese foi de 1,892 milhão em dezembro passado. O salário médio da região metropolitana de São Paulo cresceu, atingindo R$ 959 em novembro (pago em dezembro), um aumento de 1,5% em relação a outubro, quando o rendimento médio era de R$ 945. Pelo sexto ano consecutivo, a renda do trabalhador encolheu na região metropolitana de São Paulo. O salário médio pago no ano passado foi de R$ 928, uma queda de 6,4% em relação a 2002 (R$ 991).

Na comparação com 1998, ou seja, seis anos atrás, houve uma queda de 30,64% no salário médio, que correspondia a R$ 1.338, segundo a Fundação Seade/Dieese. A média anualizada foi feita com base nos rendimentos pagos até dezembro, referentes a novembro. A renda caiu mais para os trabalhadores menos especializados, como os ocupados em tarefas de execução (R$ 735) e em atividades de apoio (R$ 686). Na comparação com 2002, essas duas categorias tiveram uma perda salarial de 8,8% e 9,9%, respectivamente.

Já a renda dos ocupados em cargos de direção, gerência e planejamento – ou seja, a mão-de-obra mais especializada – ficou estável em 2004 (0,4%), passando a corresponder a R$ 2.763. Os autônomos perderam mais.