Desembargador critica conduta policial no caso Tim Lopes

O desembargador Alberto Motta Moraes, da 7.ª Câmara Criminal, criticou o trabalho policial e eximiu hoje a Justiça de culpa pela libertação do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, principal suspeito do assassinato do jornalista Tim Lopes. Maluco obteve habeas-corpus, concedido pelo desembargador Salim Chalub, depois de ficar três anos preso sem ter ido a julgamento. ?O magistrado não é xerife. Não tenho compromisso com o combate à criminalidade?, afirmou Motta Moraes, que se preparava para votar um pedido de habeas-corpus do cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo.

Antes de se pronunciar a respeito do processo que estava em andamento, Motta Moraes decidiu comentar noticiários da imprensa que criticaram a libertação de Elias Maluco pela Justiça. ?Dizem que não é nada fácil para a polícia prender líderes da marginalidade como Elias Maluco. Não sei se não é nada fácil. Noventa e oito por cento dos processos que nós julgamos têm capa vermelha. Veio de flagrante. Flagrante é acidente de trabalho. Eu quero ver capa cinza, aquele que veio de investigação. A polícia não faz nada?, criticou.

Motta Moraes referiu-se a Tim Lopes como um ?ilustre desconhecido?. ?Parece que ele atuava nos bastidores?, comentou para os demais desembargadores da Câmara. ?Nada justifica impedir o direito de ir e vir, mas os mais afoitos podem dizer que ele encontrou o que foi procurar?, disse.

O chefe da Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, disse que não comentaria as declarações do desembargador.

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