O deputado estadual Cicero Ferro (PMN) foi denunciado no Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas acusado de ser o mandante do assassinato do vereador Fernando Aldo, em 1º de outubro do ano passado, na cidade de Mata Grande, a 272 quilômetros de Maceió.

A denuncia foi feita pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas Dilmar Camerino. Ferro era adversário político de Fernando Aldo e, segundo o depoimento de testemunhas, na última eleição, ele fez ameaças ao vereador durante um comício.

Segundo os promotores do MP alagoano, o vereador foi vítima de crime de mando, que se caracteriza por um planejamento meticuloso justamente com o propósito de dificultar a produção de provas diretas, sobretudo as provas testemunhais. Entre os acusados no crime estão o policial militar reformado Dílson Alves e Carlos Marlon Gomes Ribeiro.

Eles foram denunciados pelos promotores do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e pelo promotor Cláudio Teles (promotor natural do caso), na 17ª Vara Criminal da capital do Estado.

O MP alagoano explicou que "por não gozarem do foro privilegiado e se tratar de crime de competência do Júri, os autores materiais devem ser processados e julgados perante o Tribunal do Júri. Por isso, a denúncia seguiu para a 17ª Vara Criminal".

Em entrevista coletiva, o deputado Cicero Ferro negou qualquer envolvimento com o crime e disse que está sendo vítima de perseguição política, desde que foi preso pela Polícia Federal (PF) por porte ilegal de arma durante a Operação Taturana, no final de 2007. O deputado é um dos onze parlamentares indiciados pelo golpe de R$ 200 milhões na folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas.