Depoimento não ajuda a esclarecer origem do dinheiro de pensão de Renan

Brasília – O depoimento ao Conselho de Ética do advogado Pedro Calmon Mendes pouco acrescentou as investigações dos parlamentares sobre a origem dos R$ 12 mil pagos pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), à jornalista Mônica Veloso a título de pensão alimentícia. Este valor era repassado  por Cláudio Gontijo, amigo pessoal de Calheiros e funcionário da construtora Mendes Júnior.

Perguntado se os recursos pagos pertenciam a Gontijo, o advogado afirmou que não tinha como esclarecer. "Eu não sei, dinheiro não tem carimbo nem escritura de identificação". O Conselho de Ética investiga se Renan Calheiros teve contas pessoais pagas por terceiros. Ele esclareceu que, desde 2004 quando soube da gravidez de Mônica Veloso, o senador passou a pagar extra-oficialmente uma pensão de R$ 12 mil (R$ 8 mil para gastos pessoais com a gravidez e R$ 4 mil de aluguel de imóvel).

Após o reconhecimento da paternidade, em 2005, Pedro Calmon Mendes disse que foi homologado um acordo judicial proposto por Calheiros pelo qual ele pagaria R$ 3 mil de pensão e outros R$ 9 mil "por fora". O motivo deste acordo seria o seu salário de parlamentar que, por lei, não comportava uma pensão alimentícia superior aos R$ 3 mil.

Em dezembro de 2006, no entanto, o parlamentar teria suspendido o pagamento acordado e Pedro Calmon Mendes retornou à Justiça solicitando que o acordo inicial fosse cumprido. Em maio deste ano, foi fechado novo acordo de R$ 7 mil de pensão alimentícia oficial e R$ 100 mil, em dois pagamentos.

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