A delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), afirmou que a apreensão do celular de Raí de Souza, na sexta-feira, 3, foi “crucial” para as investigações do estupro coletivo da adolescente de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro.

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“Se alguém tinha dúvida se houve ou não estupro, com esse celular, a dúvida acabou. O que a gente vê é a mão do Raphael (Duarte Belo), a voz do Raphael e, na sequência, vê o estupro de vulnerável consumado”, afirmou Cristiana. “A polícia sabe que houve estupro de vulnerável.”

A delegada participa de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que discute a cultura do estupro, na tarde desta segunda-feira, 6.

Cristiana afirmou ainda que a jovem de 16 anos foi negligenciada pelo Estado. “Essa adolescente foi vítima duas vezes. Foi vítima do estupro e da sociedade. O Estado a negligenciou no moral e no social. Essa investigação trouxe mais dignidade para essa jovem”, afirmou Cristiana. “Vi nas redes sociais dizerem que ela é isso, é aquilo. Ela é uma adolescente e é responsabilidade de todos o desenvolvimento dessa adolescente.”

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