Brasília

– A arrecadação de alimentos e dinheiro, parte mais visível do programa Fome Zero, perdeu força no segundo ano do governo Lula. Balanço do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que vem caindo o ritmo de doações. De março a dezembro de 2003, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu alimentos, roupas e equipamentos doados por grandes empresas (foto) e entidades no valor de R$ 9,9 milhões. Até junho deste ano, a coleta somou apenas R$ 1,2 milhão. Da mesma forma, vêm minguando também os depósitos de pessoas físicas e jurídicas nas contas do Fome Zero no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Em 2003, a arrecadação alcançou R$ 7,2 milhões, contra R$ 2,7 milhões no primeiro semestre de 2004. O dinheiro financia a construção de cisternas no semi-árido nordestino. É o mesmo destino dos recursos doados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).