De Brasília para o Rio de Janeiro

Rio (AG) – A próxima quarta-feira marcará os 45 anos da transferência da capital federal. Enquanto o Rio ainda discute seu novo papel, diplomatas e cônsules honorários de diversos países estão em pleno movimento de volta. Nos últimos cinco anos foram abertos doze novos consulados, segundo um levantamento confirmado pelo Itamaraty. Em dez anos, foram quase 20. Algumas representações haviam deixado a cidade décadas atrás. E dois dos países que agora a escolheram, Guiné e Belarus, sequer têm embaixada em Brasília. Esvaziamento econômico e violência não assustam. Todos dizem ter acertado ao aportar em solo carioca.

"O Rio é lindo e fica quase a meio caminho de Brasília, a capital política, e São Paulo, a capital econômica", arrisca Victor Psenko, cônsul-geral da República da Belarus (ex-Bielo-Rússia), há três anos aqui. "Além disso, a cidade é o maior centro turístico. É a partir do Rio que incrementaremos as relações bilaterais", completou.

Um ponto é recorrente no discurso dos cônsules: a beleza e a importância do Rio no imaginário mundial são incontestes. Para o cônsul-geral da Holanda, Ronald Brower, que chegou em 2001, poucas metrópoles têm uma aura tão atraente.

Para o oficial de chancelaria Fernando Carmo, da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, mais consulados tendem a ser abertos. Ele frisa que, como segunda maior cidade e cartão-postal do País, o Rio tende a receber atenção. "No que depender do governo, que reforça os laços internacionais, todos voltarão", afirma.

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