Dança das cadeiras na área de Palocci

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Antônio Palocci anuncia mudanças
no segundo escalão da equipe
econômica, ontem, em Brasília.

Brasília – O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciou ontem mudanças no Ministério da Fazenda, do Banco Central e na representação do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). O secretário de Política Econômica do Ministério, Marcos Lisboa, deixou o governo e uma dança de cadeiras foi promovida para que Palocci pudesse concretizar um velho projeto: trazer para sua equipe o economista Murilo Portugal, representante do Brasil no FMI. Com isso, a equipe ganha um perfil mais conservador. Portugal, que foi secretário do Tesouro Nacional entre 1992 e 1996, era chamado por seus colegas de ?Senhor No?, tamanha era a quantidade de ?nãos? que dizia para os pedidos de liberação de verba. Palocci trouxe para perto de si, também, um velho conhecedor da máquina burocrática em todos os seus meandros.

Marcos Lisboa saiu por motivos pessoais, informou o ministro Antônio Palocci. Sua vaga será ocupada por Bernard Appy, atual secretário-executivo do Ministério. Na hierarquia da Esplanada, Appy assumirá um cargo inferior ao que tinha. Para a vaga de Portugal no FMI, o ministro indicará o diretor de Estudos Especiais do Banco Central, Eduardo Loyo. A Diretoria de Estudos Especiais será ocupada por Alexandre Tombini, atual assessor-sênior do Brasil no FMI. ?Essas mudanças ajustam de maneira adequada a nossa equipe?, afirmou Palocci. Ele acrescentou que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participou de todas as decisões.

Appy disse que ainda tem um trabalho grande para a construção da agenda institucional do País. Segundo ele, Lisboa completou uma parte da agenda, mas ainda há muito o que ser feito. Appy contou que partiu dele a iniciativa de pedir a Palocci para assumir o cargo no lugar de Lisboa. Segundo pessoas próximas, ele preferiu assumir esse cargo para poder se dedicar mais à agenda de reformas econômicas. A secretaria-executiva envolve uma gama de atividades administrativas que não lhe deixavam tempo para se dedicar a esses temas. Já Lisboa havia pedido para deixar o cargo porque, segundo Palocci, terá um filho em breve, e sua esposa, Bia, pediu que ele retornasse ao Rio de Janeiro. Appy disse, em tom de brincadeira, que inveja o cargo desde o início do governo, quando Lisboa foi o primeiro secretário a ser escolhido para a equipe de Palocci.

Appy acrescentou que tem mais perfil de formulador do que de executivo, mas que ?soldado tem de fazer o que mandam fazer?, numa referência ao fato de ter assumido a secretaria no início do governo. Ele elogiou Lisboa, dizendo que teve papel muito importante na redefinição dos rumos da política econômica.

Lisboa disse que está deixando o cargo, completando o trabalho de elaboração das propostas de reestruturação da defesa de concorrência, criação do cadastro positivo e de abertura do mercado de resseguro. Segundo ele, esses projetos estão na Casa Civil.

Ao comentar a sua saída, Lisboa fez muitos elogios a Palocci. 

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