Cada R$ 1 investido em campanhas de vacinação contra a rubéola pode representar a economia de R$ 12 em tratamento médico nos casos de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), segundo estimativa do Ministério da Saúde. As despesas com atenção médica e com os cuidados necessários para uma criança que nasce com SRC podem chegar a US$ 200 mil durante a sua vida.

Para promover a campanha de vacinação contra a rubéola, voltada pela primeira vez também para os homens, o governo federal está investindo aproximadamente R$ 220 milhões, dos quais R$ 135 milhões com seringas, R$ 9 milhões com agulhas, e pelo menos R$ 10 milhões com divulgação.

A doença, que causa deficiência auditiva, lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), malformações cardíacas e com alterações neurológicas (microcefalia, meningoencefalite, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor) é contraída quando uma mulher grávida é infectada pelo vírus da rubéola transmitindo, dessa forma, para o feto.

No Brasil, somente em 2007, foram registrados 8.407 casos de rubéola, 161 em mulheres grávidas, totalizando 17 recém nascidos com rubéola congênita. Entre os 20 estados que registraram a incidência da rubéola, Rio Grande do Sul (2.668), São Paulo (2 668) e Rio de Janeiro (1.500) foram os que mais contabilizaram pessoas infectadas.

Ainda segundo o ministério, as estratégias de vacinação utilizadas em diversos países têm apresentado resultados positivos. Entre os anos de 1998 e 2006, o número de casos confirmados de rubéola caiu 98% nos 40 países do continente americano que promoveram campanhas de vacinação em massa de crianças em idade escolar, adolescentes e adultos. As ocorrências passaram de 135.947 para 2.288 neste período.

O número de casos confirmados da síndrome da rubéola congênita também recuou de 23 em 2002 para 10 em 2006. Essa redução foi mais evidente nos países que vacinaram tanto mulheres como homens.

O ministério da Saúde espera vacinar durante a campanha contra a rubéola, que será lançada em 9 de agosto, 70 milhões de brasileiros, independente de terem tomado a vacina anteriormente ou de terem tido a doença. No ano passado, o país viveu um surto da doença, tendo registrado mais de 8.500 casos de rubéola. A maior concentração foi verificada no Rio de Janeiro.

A ação, que representa a maior campanha já realizada em todo o mundo, está prevista no compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de eliminar até 2010 a rubéola e a síndrome da rubéola congênita.