Segurança

Curitiba é uma das três capitais mais seguras do país, informa estudo anual

Imagem mostra um ciclista e pessoas caminhando em um parque de Curitiba, o Barigui.
Foto: Arquivo/Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

Curitiba é uma das três capitais com o menor índice de homicídios por 100 mil habitantes, informa o Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (26). O estudo, realizado anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) foi divulgado nesta terça-feira (26). Segundo o levantamento, a capital do Paraná ficou atrás apenas de atrás de Florianópolis (9,7) e Distrito Federal (10,9), e à frente de Goiânia (14,7) e São Paulo (15,3).

De acordo com a publicação, em 2024 Curitiba registrou 13,2 homicídios por 100 mil habitantes; 242 estimados no total. No ano anterior, esse número foi de 14,3, o que significa queda de 7,7%. No intervalo de uma década, entre 2014 e 2024, a variação para baixo foi de 60,9%.

Em 2024, as capitais brasileiras apresentaram taxas de assassinato estimada em ntre 9,7 e 52,7 por 100 mil habitantes, com média de 26,6. Das 27 cidades, 14 apresentaram índice acima à referência nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. As líderes da lista são Salvador (52,7), Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2). Entre as menores estão Florianópolis (9,7), Distrito Federal (10,9), Curitiba (13,2), Goiânia (14,7) e São Paulo (15,3).

O Atlas mostra que, em 2024 o Brasil chegou a 42.590 homicídios e uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, queda de 6,9% no número absoluto de mortes e de 7,4% na taxa em relação ao ano anterior. Este é o menor patamar da série histórica desde 1998. O documento revela também que Estados importantes do Norte e do Nordeste ainda concentram índices elevados de letalidade, enquanto o Sul e o Sudeste, mais o Distrito Federal, registram os menores indicadores de homicídios.

Entre os Estados, as maiores taxas de homicídio em 2024 foram registradas no Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Na outra ponta, os menores níveis de violência letal foram registrados em São Paulo (6,6), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2).

Em 2024, o Paraná registrou 19,5 assassinatos por 100 mil habitantes, queda de 2,5% na comparação com o ano anterior (2.305 estimados no total). Com 149.819 habitantes, Paranaguá foi o 26º município do país com o indicador mais alto, de acordo com o Atlas: foram 50,7 homicídios por 100 mil habitantes, ou 76 estimados no total.

SESP diz que o Paraná está no menor patamar de homicídios da série histórica

Em nota enviada para a Tribuna do Paraná, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) informa que os dados oficiais mais recentes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da própria SESP mostram que o Estado está no menor patamar de homicídios da série histórica. “Em números absolutos, 2024 foi o melhor ano já registrado e 2025 superou novamente esse resultado. Em 2025, a taxa chegou a 9,9 homicídios por 100 mil habitantes. A queda continuou no primeiro trimestre de 2026, com redução de 10% em relação ao mesmo período de 2025, sobre uma base que já era recorde”, avalia.

A secretaria reforça que o Atlas da Violência 2026 é uma referência nacional importante, mas utiliza dados consolidados da área da saúde, referentes a 2024. Já os dados do Ministério da Justiça são formados a partir dos registros policiais, da investigação, da perícia e da consolidação das forças de segurança, permitindo uma leitura mais atual da realidade criminal.

Mesmo no Atlas, a SESP revela que o Paraná aparece em condição melhor que a média brasileira. Por isso, a secretaria defene que “uma comparação regional isolada não resume o cenário da segurança pública paranaense nem reflete a evolução recente do Estado”. A SESP segue atuando de forma permanente nos municípios com maior pressão criminal, com integração entre as forças de segurança, inteligência, investigação e reforço operacional.

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