Brasília – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu nesta sexta-feira (16) as críticas feitas na abertura da 13ª Conferência Nacional de Saúde à criação de fundações estatais para gerenciarem o Sistema Único de Súde (SUS), afirmando que são retóricas, ideológicas, desqualificadas e vazias.

?Me dá uma certa impressão de que as pessoas não leram as propostas e não querem discuti-las?, disse.

Segundo Temporão, qualificar o projeto como forma de terceirização é ?incabível?, uma vez que o controle continua sendo do Estado, além de assegurar a contratação dos profissionais por concurso público e garantir o controle da sociedade e a transparência no uso dos recursos públicos.

?Hoje, os melhores hospitais públicos brasileiros têm algum tipo de fundação privada de apoio por trás. Isso é privatização. Os mesmos setores que criticam a proposta nunca se levantaram para criticar a privatização e a precarização atual. A proposta do governo vêm exatamente melhorar o padrão de eficiência da gestão, que é muito ruim nos hospitais públicos?, rebateu.

Para ilustrar que a proposta é a melhor solução para os problemas no sistema público de saúde, o ministro citou as situações diárias vividas pelo SUS.

?Nós vemos denúncias de medicamentos com prazo de validade vencido indo para o lixo, equipamentos quebrados, não atendendo adequadamente à população, profissionais de saúde que não cumprem sua carga horária, ou que atendem mal à população. A proposta vêm para romper com essa situação atual, que é ruim?, argumentou.

Sobre a questão do plano de carreira para servidores de hospitais públicos federais, o ministro disse que está inserida na proposta das fundações estatais.