Cratera em obra do metrô afeta 55 casas

São Paulo (AE) – Os parâmetros para o pagamento das indenizações aos moradores de Pinheiros que tiveram suas residências danificadas pelo desabamento na futura Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do metrô foram discutidos na manhã de ontem. Defensores públicos se reuniram na Secretaria Estadual de Justiça com representantes do Metrô, do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, e com a seguradora da obra.

De acordo com o primeiro subdefensor público de São Paulo, Renato De Vito, foi apresentada uma proposta de valores que será avaliada conforme as peculiaridades de cada imóvel. ?Há os imóveis condenados, aqueles imóveis que estão situados no triângulo entre a Rua Gilberto Sabino e a Rua Capri, que têm declaração de utilidade pública. Temos imóveis que foram interditados por precaução e existem outros imóveis que estão na Gilberto Sabino, do outro lado. Cada um tem sua situação, temos que ver, entre outras coisas, se nas casas moravam inquilinos ou os proprietários.?

De Vito afirmou que o relatório deverá ser avaliado pelo Consórcio Via Amarela – formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez – e pela seguradora até a próxima segunda-feira. Um novo encontro já foi marcado para terça-feira, para discutir o assunto.

A idéia do subdefensor é iniciar um acordo com as famílias até a próxima quinta-feira. No total, 55 imóveis situados nas imediações da cratera foram interditados pela Defesa Civil. Desse total, seis já foram demolidos por terem sido condenados. De Vito não informou os valores das indenizações e como serão distribuídos os pagamentos aos moradores.

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