| Foto: Evandro Monteiro/O Estado |
| Gabeira: novas denúncias. continua após a publicidade |
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) acusou ontem o PSB de aparelhar o Ministério da Ciência e Tecnologia para assegurar a compra de ônibus do Programa de Inclusão Digital, fabricados pela Planam, empresa que funcionava como central do esquema dos sanguessugas. Segundo Gabeira, as emendas ao Orçamento que irrigaram o projeto foram liberadas para a atender a parlamentares do partido e os veículos foram vendidos a preços superfaturados em esquema semelhante ao montado pela máfia das ambulâncias no Ministério da Saúde.
Gabeira, que é um dos sub-relatores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas, defendeu a convocação dos ex-ministros da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral e Eduardo Campos, atual deputado do PSB de Pernambuco. ?O PSB usou a inclusão digital como extensão da luta partidária. Estou tentando mostrar como um partido apossou-se de um ministério e o transformou num ministério de compadres?, afirmou Gabeira. Amaral é vice-presidente nacional da legenda e um dos integrantes do conselho político da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos é candidato a governador de Pernambuco. Em duas gestões consecutivas, comandaram o Ministério da Ciência entre janeiro de 2003 e julho de 2005.
Gabeira disse que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, liberou R$ 4,2 milhões para emendas de parlamentares apresentadas ao programa de inclusão digital. De acordo com ele, a liberação desses recursos teria sido de ?forma bastante irregular, já que parte ia para entidades filantrópicas que praticamente não existiam?.