CPI deve repetir ação do Senado e pedir quebra de sigilos de Denise Abreu

Brasília – A exemplo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado, que na última terça-feira (21) aprovou a quebra dos sigilos fiscais, bancários e telefonicos da diretora da Anac, Denise Abreu, a CPI da Câmara também deverá fazer o mesmo.

Denise é suspeita de fazer lobby pela transferência do transporte de cargas do aeroporto de Congonhas, na zona Sul de São Paulo, para o Terminal Aduaneiros do Brasil (Tead), que funciona no aeroporto de Ribeiro Preto (SP).

Ela também responde a denúncias de que teria influenciado a decisão da juíza Cecília Marcondes, do Tribunal Regional Federal (TRF), ao apresentar um documento sem valor, segundo o qual a Anac pretendia estabelecer restrições aos vôos em Congonhas nos dias de chuva.

Segundo a própria desembargadora, foi com base nesse documento que ela liberou a operação de aeronaves de grande porte em Congonhas.

O relator da CPI da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que ?sempre temos a preocupação de que a quebra de sigilos esteja alicerçada em fatos concretos. No caso específico da Denise Abreu, em função das denúncias que pesam sobre o comportamento dela, nós já poderíamos ter quebrado os sigilos?.

O deputado entende que o ideal seria já ter solicitado as informações, pois elas seriam úteis para o depoimento de Denise amanhã (23) pela manhã.

?Acho muito complicado o comportamento e as atitudes da Anac em relação ao documento. Se ficar confirmado que foi utilizado um documento falso para justificar a abertura de Congonhas, isso é uma falta grave que, além de ser investigada pela CPI, deverá motivar processos judiciais a fim de responsabilizar os culpados pelo procedimento?, disse Maia.

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