A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, afirmou que não tentou enganar a Justiça na polêmica sobre um documento sem valor que teria usado para liberar a pista do Aeroporto de Congonhas. Em depoimento hoje à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara, ela afirmou que não há nenhuma relação entre o acidente com o avião da TAM em 17 de julho e os documentos apresentados pela Anac à Justiça no início do ano, durante a análise sobre a proibição da pista de Congonhas (SP).

Segundo ela, a ação do Ministério Público na Justiça era para suspender as operações dos Boeing 737/700 e 737/800 e do Fokker 100. Denise ressaltou que o Airbus (avião acidentado da TAM) não constava da ação e que o acidente ocorreu após a conclusão das obras. A desembargadora Cecília Marcondes, do Tribunal Regional Federal de São Paulo, tem dito que era falso um dos documentos (norma IS-RBHA 121-189) apresentados por Denise para justificar a liberação da pista. Na CPI, no entanto, a diretora da Anac afirmou que é descabida a acusação de que ela teria tentado "ludibriar" a Justiça.