Anderson Tozato
Anderson Tozato

Os Correios estimam que 20% dos 70 mil carteiros, motoristas e operadores estejam parados em todo o país.

Brasília – Após o término da reunião entre o comando dos trabalhadores dos Correios e a direção da estatal, haverá uma assembléia para decidir o futuro da greve nacional que começou ontem (13). Os Correios estimam que 20% dos 70 mil carteiros, motoristas e operadores estejam parados. Já o Comando de Negociações da Campanha Salarial afirma que 80% desses trabalhadores aderiram à greve.

De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, se hoje não houver uma decisão favorável ao fim da greve, na segunda-feira (17), a empresa irá ajuizar uma ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A expectativa dos representantes dos trabalhadores dos Correios que estão reunidos desde a manhã desta sexta-feira (14) com o presidente da instituição é de que seja mantida a greve dos carteiros, motoristas e operadores, iniciada ontem (13).

?Não fechamos nada ainda, mas há uma intransigência por parte da empresa de não aceitar nossas reivindicações. O que a empresa tem a oferecer hoje não vai atender a reivindicação dos trabalhadores, a greve vai continuar?, afirmou o José Rivaldo da Silva que é carteiro e integra a Comissão Nacional dos Trabalhadores dos Correios. José Rivaldo falou à Radiobrás durante intervalo da reunião que já foi retomada e deve durar até o fim da tarde quando será realizada a assembléia.

?Oitenta por cento deles estão parados, atingimos nosso foco, agora falta atingir nosso objetivo aqui nessa reunião?, afirmou José Rivaldo da Silva. Ele diz ainda que até agora não aderiram à greve os estados do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios as agências de todo o país estão funcionando e nos locais onde há greve não funcionam os serviços Sedex-hoje (de entregas no mesmo dia) e Sedex-10, em que as postagens são entregues na manhã do dia seguinte. O Disque Coleta, que apanha correspondências nas empresar para postagem também está suspenso.

Entre as principais reivindicações dos grevistas estão reposição salarial de 47,7%, adicional de periculosidade, aumento real de R$ 200, contratação de novos trabaladores, mais segurança nas agências, licença maternidade de seis meses e entrega de correspondências pela manhã.