Parlamentares do Conselho de Ética da Câmara questionaram o delegado titular do 7.º Distrito Policial de Osasco, Marcos Rodrigues de Oliveira, sobre a possibilidade de haver armação na denúncia de Odair Silva, que acusou o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG) de ter contratado um pistoleiro para matar o deputado Carlos Willian (PTC-MG). De acordo com o delegado, Odair, preso em junho, disse em depoimento que foi a Belo Horizonte a pedido de um suposto assessor de Oliveira para falar com um motorista do deputado mineiro. O motorista teria acertado o valor do crime e dado informações sobre Willian, as quais seriam repassadas a um pistoleiro. O delegado não informou se considera possível ter havido armação.

O deputado Dagoberto (PDT-MS) considerou estranho que os policiais tenham recebido uma denúncia anônima dando conta de que o suposto pistoleiro, conhecido como Alemão, estava em um shopping de Osasco. Ele disse também achar estranho que o suspeito, ao fugir, tenha deixado um cartão eletrônico com a gravação de um telefonema entre ele e Odair, e que o depoimento de Odair tenha sido filmado pelos policiais. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) questionou ainda se os policiais apuram todas as denúncias anônimas que recebem por telefone. De acordo com o delegado, somente as percebidas claramente como trote não são investigadas.

Durante o depoimento na Comissão de Ética, o delegado disse que Odair passou credibilidade ao falar sobre os detalhes da contratação do crime. Ele afirmou que Odair é "esperto" e "malandro". A representação encaminhada ao Conselho que acusa Oliveira de ter ordenado a contratação de um pistoleiro para matar Willian foi feita pelo PTC, partido ao qual Willian pertence. O inquérito também foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Oliveira nega as acusações. As informações são da Agência Câmara.