Cerca de 2 mil mulheres estarão reunidas na capital federal para discutir as posições dos grupos feministas nas eleições deste ano. Elas estão participando da Conferência Nacional de Mulheres, que terá como principal resultado a Plataforma Política Feminista, um documento de 32 páginas em que as mulheres apresentam pontos de vista sobre aspectos da vida política, econômica e social do País e propostas para melhorar as condições de vida da população. O documento será encaminhado a todos os pré-candidatos à Presidência da República. ?Queremos apresentar nossas idéias para transformar o Brasil em um País mais igualitário e menos pobre?, disse Schuma Shumaher, membro da Articulação de Mulheres Brasileiras, uma das entidades que organizaram a Conferência.
Para que isso ocorra, Schuma e as outras participantes do evento acreditam ser necessário aumentar a participação das mulheres e da sociedade civil em geral nas instâncias de decisão. Na Plataforma, as mulheres defendem o ?fortalecimento da democracia participativa? e maior ?controle social por parte das organizações da sociedade civil sobre o mercado e o Estado, em suas políticas públicas?.
O documento sustenta que é preciso aumentar a capacitação das mulheres e buscar o financiamento de candidaturas femininas. Defende ainda a criação de políticas sociais universais, baseadas em indicadores socioeconômicos, como raça, cor e renda. A idéia é que, a partir do momento em que se adotar esse tipo de critério, haverá uma distribuição mais justa dos benefícios, pois eles irão para quem realmente necessita.


