Em visita a Guarajuba, litoral norte da Bahia para as comemorações do Dia Marítimo Mundial, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a redução do comprimento das pistas principal e secundária do Aeroporto de Congonhas trazem um aumento significativo para a segurança das operações no terminal. O ministro também afirmou que técnicos estão avaliando o uso de asfalto poroso na área de escape, para possibilitar a parada mais rápida dos aviões em caso de emergência no aeroporto de São Paulo.

Segundo anúncio do ministério, a pista principal do aeroporto passa a ter 1.640 metros de extensão (tinha 1.940 metros) e a secundária, 1.195 metros – ante os atuais 1.435 metros. "Não tenha dúvida que essa alteração vai trazer mais segurança", assegurou. "Ao reduzir a parte utilizável das pistas, vamos ter a área de escape, para facilitar a parada dos aviões que não consigam frear", acrescentou.

"Vamos ter absoluta tranqüilidade e acabar com qualquer problema de tensão em relação ao Aeroporto de Congonhas".O ministro também afirmou que técnicos estão avaliando o uso de asfalto "por ser um tipo de asfalto que faz o avião atolar", informou. "Se der certo, a idéia pode ser levada a outros aeroportos.

No comunicado, explica-se que as companhias aéreas vão ter de alterar a configuração das aeronaves utilizadas e/ou reduzir seu peso, para se enquadrarem nos novos tamanhos das pistas. "A pista secundária, por exemplo, não poderá ser usada por aeronaves grandes", conta. "Foi uma decisão exclusivamente nossa mas demos ciência à Gol das medidas e também comunicamos a TAM. Eles sabem perfeitamente que em matéria de segurança não abrimos mão.

Gafe

Jobim cometeu uma gafe logo ao começar seu discurso para os cerca de 200 pessoas, entre representantes da marinha e de organizações não-governamentais ligadas à preservação do meio ambiente – tema central do evento. "Não trabalhem demais, porque disso baiano não gosta", disparou

Mais tarde, voltou atrás. "Não disse que baiano não gosta de trabalhar. Disse que o baiano é inteligente, que sabe que trabalhar e só trabalhar dá neurastenia e intolerância. Agora, trabalhar com lazer e prazer, que é o que o baiano faz, é o que traz a possibilidade de sorrir.