Rio – Nove presos foram atingidos por estilhaços de bombas de efeito moral e um oficial da Polícia Militar foi atingido por pedrada na cabeça no primeiro conflito ocorrido durante a greve dos agentes penitenciários, deflagrada nos primeiros minutos de ontem. Os detentos do presídio Milton Dias Moreira, no Complexo da Frei Caneca, no Centro, iniciaram um motim em protesto contra a suspenção das visitas. Mais de 30 homens do Batalhão de Operações Especiais da Policia Militar (Bope) ocuparam a unidade e abafaram o princípio de rebelião. Ninguém foi ferido com gravidade.

Durante a ação do Bope, sons de tiros e explosões foram ouvidos no interior da unidade, que tem 1.100 presos das facções Terceiro Comando e Amigo dos Amigos (ADA). Mulheres de detentos, que esperavam desde cedo para visitar seus maridos, entraram em desespero. Elas chegaram a fechar a Rua Frei Caneca, por alguns minutos. Alguns presos conseguiram se comunicar com os parentes por telefone celular. Eles diziam que havia detentos feridos e que estavam sendo agredidos.

A polícia isolou a adminitração do presídio e dominou um a um os três andares da penitenciária. O motim foi controlado às 11 horas.

Depois da ação do Bope, os detentos estenderam cartazes junto às grades da janela em que pediam socorro e informavam que havia dois feridos.

De acordo com o subsecretário de Unidades Prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária, tenente-coronel Francisco Spargoli, o motim foi incentivado por um agente, que gritou para os presos que não haveria visitas ontem. A informação foi contestada pelos guardas. O presidente do sindicato de agentes penitenciários, Paulo Ferreira, disse que o motim começou às 8 horas, quando os presos romperam os cadeados. Havia a desconfiança de que um guarda teria sido feito refém.

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