Belo Horizonte – O fazendeiro Alírio Nunes Leite, de 70 anos, foi condenado na sexta-feira a 126 anos de prisão em regime fechado pela chacina de Malacacheta, em 1990, quando sete pessoas morreram durante uma disputa de terras. O fazendeiro foi condenado no Fórum Lafayette em Belo Horizonte, depois de mais de doze horas de julgamento. A sentença foi dada pelo juiz-substituto do 1.º Tribunal do Júri, Alexandre Magno Mendes do Vale, que determinou 16 anos de prisão para cada uma das mortes. O juiz também decidiu que o fazendeiro não poderá aguardar em liberdade o julgamento do recurso, já que ele cumpre pena por outro homicídio na Casa de Detenção Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. A chacina de Malacacheta aconteceu em fevereiro de 1990, quando sete pessoas da família Cordeiro de Andrade foram mortas depois de uma disputa com a família Nunes Leite. Seis homens usando coletes da Polícia Civil entraram na Fazenda Canadá, distrito de Malacacheta, e mataram todas as pessoas que estavam na casa. O irmão de Alírio, Adélcio Nunes Leite, já foi condenado a 133 anos de prisão; outro irmão, José Nunes Leite, foi absolvido por falta de provas, e um terceiro irmão, Toninho Leite, morreu antes do julgamento. Segundo a denúncia, os irmãos Nunes Leite são responsáveis por pelo menos 46 mortes na região.