O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 18, que o composto alimentar produzido a partir de alimentos próximos à data de vencimento será incluído na merenda de parte das escolas municipais da cidade ainda neste mês. Segundo a Prefeitura, ainda está “em estudo” como será feita a distribuição e quais instituições serão inicialmente contempladas, mas está definido que não haverá nenhum custo para os cofres públicos.

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Disponível em versões em pó, granulada ou processada na forma de macarrão e biscoito, o composto será utilizado como complemento e substituto de parte da merenda escolar. A secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Eloísa Arruda disse que será estudada, por exemplo, a substituição do macarrão comprado para as escolas pela versão doada pela Sinergia, organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que detém a patente do produto.

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Segundo a fundadora da Sinergia, Rosana Perrotti, a indústria alimentícia irá pagar para a Oscip realizar o processo de transformação dos alimentos, que seriam descartados, em farinha ou granulado. Ela não especificou, contudo, qual é o custo do processo, que, segundo ela, é mais barato que o descarte. A empresária reafirmou, ainda, que o produto é “seguro” e respeita todos os padrões de produção da indústria.

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Doria disse que inicialmente as empresas participantes não receberão nenhum tipo de isenção ou incentivo fiscal, embora essa possibilidade esteja prevista na Lei 16.704/17, sancionada na semana passada dentro do programa Alimento para Todos.

Sem antecipar prazos, o prefeito ressaltou que o produto também deve ser distribuído em outros equipamentos sociais, como espaços que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade.

D. Odilo Scherer

O cardeal d. Odilo Scherer, que também estava na entrevista coletiva concedida na Cúria de São Paulo, voltou a declarar que apoia o projeto da Sinergia há pelo menos quatro anos e afirmou que o composto alimentar já está sendo adotado nos sítios da Missão Belém, que acolhe pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Eu fico ofendido quando dizem que é ração. Desrespeitar o pobre é lhe negar o alimento, é a fome”, declarou.

No mesmo evento, Doria e o cardeal provaram uma torrada feita com o composto, que também foi distribuída a jornalistas antes da coletiva sem a informação de que era produzida com a farinata.