O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou que, na decisão do seu partido de votar contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), pesou "a coerência" da legenda. Ele reafirmou que os votos dos 13 senadores do partido serão contrários à proposta de emenda constitucional que prorroga a vigência da CPMF e também contra Desvinculação de Receitas da União (DRU). Pouco antes, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) havia dito que o governo queria negociar com a oposição a possibilidade de votar separadamente a prorrogação da DRU, que consta da mesma emenda.
"Nós temos compromissos assumidos, e o PSDB não pode se comportar como uma peteca", disse Virgílio, logo após o fim da reunião da bancada tucana. Acrescentou que, se a emenda for derrubada, na sessão de hoje do plenário do Senado, o governo poderá procurar o partido no próximo ano para conversar. "Se cair (a emenda), e o governo quiser procurar o PSDB no próximo ano com uma proposta séria, nós sentaremos para conversar com tranqüilidade", disse o líder, ao chegar ao plenário.
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) avaliou que foram várias as razões que fizeram seu partido rejeitar as propostas do governo nas negociações sobre a CPMF. Ela ressaltou que a maioria dos senadores tucanos achou que o governo demorou muito para apresentar alternativas, hoje, e os discursos e os compromissos já haviam avançado muito. Marisa Serrano apresentou como principal ponto o fato de a bancada não confiar no governo. "O sentimento, na reunião, foi a falta de credibilidade (do governo).


