Cinco pessoas foram presas hoje durante a operação Mecenas, da Polícia Federal, que desmontou uma quadrilha especializada em fraudes de benefícios culturais previstos pela lei Rouanet de incentivo à cultura. O grupo atuava dentro do Ministério da Cultura, em Brasília, e estava sendo investigado havia um ano. O esquema contava com a funcionária Adriana Barros Ferraz, do ministério, que acelerava o andamento de projetos culturais que iriam se beneficiar da Lei Rouanet.

Também faziam parte da quadrilha o policial civil Paulo Cesar Silva Guida, os produtores da empresa G4 Raul Eduardo Cruz Machado Santiago e seu irmão José Eduardo Cruz Machado Santiago. Foi preso também o produtor cultural José Ulysses Frias Xavier. A investigação partiu de uma denúncia do Ministério da Cultura e contou com o apoio da Controladoria Geral da União, do Ministério da Cultura e da Corregedoria da Polícia Civil do DF.