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Ciclofaixa apagada em março amanhece pintada no Morumbi

Uma ciclofaixa com um quilômetro de extensão que havia sido apagada em março no Morumbi, na zona sul da capital, amanheceu pintada neste domingo, 14. Uma frase foi escrita: “Nenhum cm (centímetro) a menos”. Foi pintada também uma sinalização com tinta branca na lateral, em toda a extensão, segregando a ciclofaixa da faixa de rolamento.

A via fica na Rua Doutor Fausto de Almeida Prado Penteado e na Avenida Amarílis. Quando foi apagada em março, foram retiradas também as placas indicativas do local. A Prefeitura de São Paulo havia informado que a ciclofaixa estava em manutenção e que seria repintada. Dois meses depois, até este domingo, continuava com a camada de asfalto.

No início de abril, com a via ainda apagada, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) entrou em contato com a Prefeitura Regional do Butantã e a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) cobrando a repintura da ciclofaixa. Segundo a entidade, os órgãos informaram à época que não havia previsão.

A Ciclocidade afirma ainda que enviou dois e-mails ao secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, e à CET cobrando a repintura, em duas datas: 10 e 25 de abril. De acordo com a entidade, não houve resposta.

No dia 2 de maio, em ata publicada pela instituição, houve uma reunião da Câmara Temática de Bicicleta com Avelleda. No encontro, os cicloativistas cobraram a repintura da ciclofaixa e o secretário respondeu que traria uma posição na reunião seguinte da Câmara.

Uma semana depois da reunião, no último dia 9, um ofício da Ciclocidade solicitou “com a maior brevidade possível” a pintura da via e recolocação de toda a sinalização cicloviária na Avenida Amarílis.

“Trata-se de um equívoco que deveria ter sido reparado na mesma semana quando a remoção da infraestrutura foi revelada pela sociedade civil e pela imprensa. No entanto, mais de 1 mês já se passou, o espaço da ciclofaixa se transformou em estacionamento, e não tivemos retorno algum sobre prazos para esta reparação”, diz a entidade no documento.

Em resposta, a CET afirmou que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMMT) iniciou um plano de “revitalização e revisão” das ciclovias com o objetivo de “garantir a convivência, com segurança, entre bicicletas e os demais veículos em São Paulo”.

“A Secretaria tem realizado um amplo debate com ciclistas, comunidade local e com representantes da Prefeitura Regional para buscar as melhores alternativas. O resultado desse diálogo é o que definirá o projeto a ser adotado em cada ponto da cidade”, informou.

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