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Chuvas expulsaram quase 50 mil de suas casas no ES

Cerca de 20 mil quilômetros de estradas foram destruídos ou danificados

A Defesa Civil do Espírito Santo informou, em seu boletim das 15 h de terça-feira, 24, que já chegou a 14 o número de mortos em consequência das chuvas que desde a semana passada caem sobre o Estado. Morreram uma pessoa em Nova Venécia, duas em Baixo Guandu, duas em Colatina, uma em Domingos Martins e oito em Itaguaçu. O Estado informou que uma morte relatada nesse último município na segunda-feira, 23, fora, na verdade, contada em dobro.

As chuvas intensas e as consequentes cheias também expulsaram de suas residências 49.886 pessoas, das quais 5.300 foram acolhidas em abrigos e 44.586 estão em casas de parentes e amigos. Segundo a Defesa Civil, a contabilidade de danos e vítimas está prejudicada, pela dificuldade de chegar aos lugares mais afetados.

Cerca de 20 mil quilômetros de estradas foram destruídos ou danificados de alguma forma. Comércio, indústrias e serviços foram prejudicados. No interior, há relatos de grandes perdas na agricultura e pecuária.O governador Renato Casagrande (PSB) decretou Situação de Emergência.

Dos 78 municípios capixabas, os 48 mais afetados são: Afonso Claudio, Agua Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, Jeronimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra na região serrana e alagamentos em Linhares e Colatina, porque o Rio Doce estar com nível de água acima taxa de inundação. Os coordenadores das defesas civis municipais foram informados de procedimentos de avaliação contínua dessas áreas e, caso necessário, evacuação emergencial.

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