O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou nesta terça-feira (10), depois de reunião com os líderes partidários, que está mantida para amanhã a votação do projeto de reforma política. Chinaglia tinha manifestado, na semana passada, contrariedade com a avaliação do conselho político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a reforma deveria ser deixada de lado. A manutenção da votação é uma vitória do PT, PMDB, DEM e PCdoB, partidos autores de uma emenda que pretende substituir o projeto do relator Ronaldo Caiado (DEM-GO), derrotado pelo plenário.

continua após a publicidade

Os próprios deputados que trabalharam na emenda, no entanto, reconhecem as dificuldades de aprovar mudanças como financiamento misto de campanha. Há um consenso de que, no máximo, será votada a proposta de fidelidade partidária. "Vamos salvar a fidelidade e derrotar o resto", disse o líder do PR, Luciano Castro (RR), que sempre foi contra as outras regras da reforma. "Votar não significa aprovar. Não queremos o sistema que está aí, mas açodamento não leva a nada", acrescentou o líder do PP, deputado Mário Negromonte (BA).

Um dos autores da emenda, Flávio Dino (PC do B-MA), no caminho contrário, está confiante na aprovação de alguns pontos. "Existe uma resistência à reforma política, mas é difusa e desorganizada. Isso pode ser um problema, mas também pode facilitar a aprovação. Se Deus quiser, vamos votar", afirmou o parlamentar do PCdoB.

continua após a publicidade