A estudante Carina Zanqueta, de 14 anos, sofreu queimaduras na coxa direita depois que seu celular pegou fogo enquanto estava no bolso da calça, na madrugada de sábado, em Araras. A jovem estava em um clube quando sentiu que o aparelho começou a superaquecer. O caso foi registrado na delegacia da cidade como lesão corporal.

O delegado Marcelo Roston disse ser a primeira vez que um caso desse tipo é registrado na cidade. "A mãe da vítima, Elaine Cristina Batista, disse que levou a filha para o pronto-socorro com queimaduras na perna. Ela foi atendida e passa bem agora", disse.

Segundo Roston, o caso foi encaminhado para investigação O celular, da marca Motorola, e a calça jeans que Carina usava serão examinados pelo Instituto de Criminalística. A estudante e testemunhas serão ouvidas esta semana.

A Motorola, que entrou em contato com a estudante, informou, por meio de nota, que incidentes como esse são muito raros e que engenheiros da empresa trabalharão para rever os fatos e investigar as possíveis causas – um laudo pretende averiguar se componentes eram originais e a forma de utilização do aparelho.

Outros casos de superaquecimento e explosão de celulares já foram registrados no País. No ano passado, a bateria de um celular explodiu quando era carregada em Sorocaba (SP), em novembro. O aparelho se incendiou e derreteu, danificando o piso da casa do gerente administrativo Tiago Morales Tomasi. O celular tinha sido comprado um mês antes.

Em julho, o comerciante Jesus Favacho Andrade, de 46 anos, teve uma das pernas queimada após seu celular explodir dentro de sua bermuda, em Belém (PA). Ele teve queimaduras de primeiro e segundo graus.

Em dezembro de 2004, a explosão de um celular feriu a empregada doméstica Maria Isaura Nascimento, moradora de Neves Paulista (SP). Ela sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus nas costas, no rosto e no pescoço, causadas pelas chamas e pedaços do telefone, cuja bateria era carregada no quarto onde dormia. Estilhaços do aparelho ficaram grudados na cabeça e na pele dela.