Duas casas localizadas na Rua Capri, situada na região da cratera aberta com o desabamento ocorrido no local das obras da Estação Pinheiros da linha 4 do Metrô em São Paulo, foram arrombadas. As casas estavam fechadas em razão da abertura do buraco, no ano passado.

As casas número 242 e 246 pertencem à mãe e à sogra de Valquíria Rossi, que foi ao local neste sábado, data em que o acidente completou um ano. Em entrevista concedida à reportagem da Rádio CBN, ela disse que a antiga residência de sua sogra foi furtada. "Foi mais uma surpresa, um ano após o acidente. Levaram televisores, microondas e jóias da casa da minha sogra. Isso sem contar que está tudo revirado lá dentro", disse Valquíria. "Minha sogra nem sabe do que ocorreu. Se souber, vai ser mais um golpe para ela" – afirmou.

De acordo com Valquíria, os bens da residência de sua sogra não tinham sido retirados porque ainda não foi paga a desapropriação do imóvel. Sua sogra, a aposentada Maria Rossi, está na casa de um filho, após morar dois meses em um hotel.

Sete pessoas morreram no desabamento, mas até agora não foram esclarecidas as causas da tragédia. Neste sábado, o desmoronamento completou um ano. O laudo pericial deve atrasar pelo menos cinco meses, conforme informações do Ministério Público, que acompanha as investigações.