Cerca de 34 mil funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) do Estado de São Paulo cruzaram os braços, a partir da zero hora de hoje, por tempo indeterminado e esperam um adesão da categoria no restante do País. A greve foi decidida na assembléia realizada na Praça da Sé, na região central da capital paulista. Piquetes estão sendo organizados para impedir o funcionamento de agências da ECT, inclusive nos terminais de distribuição de correspondência e encomendas, em Vila Leopoldina na zona oeste, e até mesmo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Os carteiros reivindicam um aumento salarial de 20%, com a correção de 6,57% referente à inflação a partir de agosto. Exigem também um piso salarial de R$ 931, que é mais que o dobro do atual: R$ 448.

A categoria deve realizar hoje à tarde outra assembléia no vão livre do Masp, na Av. Paulista. Há também, um reivindicação polícia que é a defesa do monopólio da ETC no setor de correspondências e entrega de encomendas. O sindicato da categoria é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).