Carnaval: Acadêmicos do Tucuruvi exalta África

A Acadêmicos do Tucuruvi entrou na avenida às 5h37 deste sábado, com um enredo que mostra como viviam os povos primitivos da África e o quanto sua cultura influenciou a construção da nação e identidade brasileiras. Influência esta que foi o embrião do samba e do carnaval do Brasil. E é na aposta de fantasias e alegorias com referências à natureza e às tribos do continente que a escola busca conquistar o título que ficou tão perto no ano passado, quando foi a vice-campeã do Grupo Especial em São Paulo por uma diferença de 0,25 ponto.

Na apresentação do samba-enredo “O esplendor da África no reinado da folia”, o carnavalesco da Acadêmicos do Tucuruvi, Wagner Santos, buscou referências na fauna e na flora e nas comunidades primitivas africanas. As alas mostrarão também a arte e a religião dos povos do continente e suas contribuições para a dança, a culinária e outros aspectos da cultura brasileira.

Uma delas é o ritmo do samba, originário do batuque africano utilizado nos cultos e rituais tribais. A bateria, então, com a modelo Caroline Bittencourt de madrinha, ganha relevância no enredo da escola da zona norte paulistana. “E ao ser transplantado para as terras brasileiras, o batuque foi se adaptando às características locais sem perder sua estrutura e função”, afirma a sinopse do enredo. A Tucuruvi, ao levar a África primitiva à passarela, quer, na verdade, mostrar a essência da festa na qual todos no Sambódromo estão participando.

Outro destaque da escola é o rapper Emicida que nasceu na comunidade do Tucuruvi. Sua família frequenta a escola há muitos anos, mas só hoje ele vai estrear no desfile, à frente da bateria. “Vou ter a honra de vir à frente da bateria”, disse.

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