A Câmara Municipal de Bariri, no interior de São Paulo, decidiu abrir processo contra o prefeito afastado Paulo Henrique Barros de Araújo, que foi preso em flagrante após suposto abuso sexual contra uma menina de 8 anos. Ele já era presidente da Câmara e ocupava o Executivo interinamente. Com seu afastamento, também decidido pelos vereadores, o vice-presidente da Casa, Vagner Mateus Ferreira, assume Bariri.

continua após a publicidade

Os vereadores deliberaram para o estabelecimento de um prazo de 90 dias para a conclusão da Comissão processante contra o tucano. Também estabeleceram novas eleições para a Mesa Diretora da Câmara na sessão de posse do prefeito a ser eleito, que deve ter mandato até dia 31 de dezembro deste ano.

continua após a publicidade

Liminarmente, por decisão da Casa, Araújo, que já está preso, também fica afastado de suas funções. Paulo Henrique Barros de Araújo, também foi expulso do PSDB. Nesta segunda-feira, 23, a sigla informou que o político foi desligado da legenda de forma sumária.

continua após a publicidade

Araújo exercia o cargo de prefeito porque o ex-prefeito e o vice da cidade foram barrados na Lei da Ficha Limpa após as eleições de 2016, em que se sagraram vencedores. Araújo responde a dois processos por improbidade administrativa desde que assumiu a prefeitura.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Araújo, após agentes da Polícia Militar o encontrarem tentando se esconder no meio do mato. Ele havia raptado a vítima e se dirigido a uma área de mata, onde seu carro ficou preso em um buraco, segundo a Polícia Militar.

A criança fugiu e conseguiu pedir socorro. Bariri tem 35 mil habitantes e fica a 300 quilômetros da capital paulista. A investigação é conduzida Central de Polícia Judiciária, em Bauru, próxima do município.

Defesas

“O PSDB de São Paulo informa que expulsou sumariamente o prefeito interino de Bariri, Paulo Henrique de Araújo. O partido se solidariza à família da vítima e espera que o caso seja esclarecido e o culpado severamente punido”, disse o partido por meio de nota.

A reportagem está tentando contato com a defesa de Araújo, mas não obteve resposta. Na Justiça, ele negou que tenha abusado da menina. Também tenta contato com a prefeitura da cidade paulista. O espaço está aberto para as manifestações.