Brasília – A Câmara aprovou ontem à noite a medida provisória (MP) que cria 1.321 cargos em comissão e 1.472 funções gratificadas (para funcionários públicos federais) e trata das modificações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na estrutura da Presidência da República por ocasião da reforma ministerial. A oposição criticou a MP e tentou alterar a proposta, mas não obteve êxito. O deputado Ricardo Barros (PP-PR) apresentou uma emenda ao projeto do governo para proibir o débito em folha nesses cargos de confiança para fins de contribuição partidária. “Vamos acabar com a cobrança de comissão de dinheiro público sobre o salário do servidor comissionado. Isso é corretagem”, afirmou. Barros (foto) lembrou que o PT cobra porcentagem salarial dos filiados e que esses cargos são preenchidos por livre provimento, sem concurso público. “É uma troca. Dá o cargo ao filiado e, em troca, pega a autorização de desconto em folha”, disse. O deputado do PP do Paraná apresentou no plenário a tabela de contribuição do PT que mostra a variação de 2% a 10% do salário do filiado que ocupa cargo de confiança. Mostrou também cópia da autorização de Lula de desconto de 20% do salário de presidente para o partido.