A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que extingue com o horário de verão em todo o País. Na avaliação do parlamentar, adiantar o relógio em uma hora durante o verão, além de mudar a rotina de milhões de brasileiros, é pouco efetivo na redução do consumo de energia. Esta opinião contraria a de especialistas, que entendem ser o horário de verão importante no horário de pico, onde há maior consumo de energia elétrica, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País. Projeto deve seguir ao plenário no segundo semestre.

O horário diferenciado foi instituído no Brasil no verão de 1931/1932 com o propósito de economizar energia. Como durante o verão os dias são mais longos, ao adiantar uma hora no relógio, aproveita-se a luz natural.

Segundo dados da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o horário de verão também reduz a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, das 18 às 21 horas, chamado "horário de pico". A adoção do horário especial, portanto, representa uma economia média de 4% a 5%, de acordo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).