Brasília (AE) – A cada hora que passa a Caixa Econômica Federal fica mais enrolada com as sucessivas explicações que vem dando ao público sobre a violação da conta bancária do caseiro Francenildo Santos Costa. Ontem, no início da noite, em mais um capítulo da história, a Caixa teve que se pronunciar sobre o desaparecimento da máquina utilizada para o acesso à conta do caseiro. O sumiço da máquina foi alardeado pela Polícia Federal.
De acordo com a Caixa a máquina não sumiu. Trata-se, segundo a instituição, de um laptop, um equipamento portátil. Pois esse computador portátil que, segundo a Caixa, já tinha sido identificado no dia anterior, não estava na sede da instituição em Brasília. Estava em São Paulo, nas mãos de um dos empregados usuários da máquina. Ele tinha viajado a serviço para a capital paulista e, segundo a assessoria de imprensa, não tinha sido ainda contactado pela sindicância.
A instituição também não conseguiu dar uma resposta convincente de como esse equipamento ainda estava sendo ?usado? pelo gerente que, por ser um usuário da máquina, deveria estar afastado de suas atividades enquanto responde a sindicância administrativa que vai avaliar a sua participação ou não no episódio. ?Estão brincando com a nossa inteligência?, disse um especialista da área de informática, para concluir: ?Parece que eles estão tentando, por algum motivo, ganhar tempo?, disse.
Funcionários de carreira da Caixa já se mostram apreensivos com os prejuízos à imagem centenária da instituição financeira.