O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), criticou nesta terça-feira, 27, a contratação de médicos cubanos pelo programa Mais Médicos e disse que a Medida Provisória (MP) que trata do assunto não faz menção ao contrato diferenciado destes profissionais – que recebem do governo de Cuba e não diretamente do Brasil, como os outros estrangeiros.

Caiado reclamou da falta de acesso aos termos do contrato de cooperação entre o País e Cuba e atacou a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). “A Opas transformou-se no novo navio-negreiro do século 21. Estão usando a Opas para fazer esse contrabando de médicos cubanos ao Brasil”, acusou.

De acordo com ele, os médicos cubanos serão usados como “cabos eleitorais” para as eleições de 2014. Caiado, que é médico, insistiu nas questões estruturais enfrentadas pela saúde brasileira e negou que a posição seja corporativista. O líder do DEM na Câmara citou uma pesquisa na qual os entrevistados se puseram contra o programa e a favor de um serviço médico de qualidade. “(O Mais Médicos) é uma demagogia ímpar”, classificou.

Segundo Caiado, o Brasil corre o risco de ser questionado, futuramente, na Corte Internacional de Justiça por não atender aos direitos trabalhistas dos médicos vindos de Cuba. “Os cubanos não têm direito a asilo político, não têm conta bancária, o repasse (salarial) é para o governo cubano e nós não temos conhecimento deste acordo”, afirmou.