O número de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito caiu 16,2% na capital paulista, nos nove primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da prefeitura de São Paulo. De acordo com o levantamento, foram registradas 331 mortes entre janeiro e setembro de 2012, ante 395 nos mesmos meses de 2011.

Durante todo o ano de 2011, foram 512 mortos. Segundo os dados, de 2005 a 2012, a frota de motocicletas aumentou 48,28%, passando de 494.928 unidades para 957.034 até setembro de 2012.

De acordo com a CET, entre as razões para a queda no número de mortes de motociclistas estão a redução da velocidade máxima permitida dos veículos para 60 quilômetros por hora (km/h) e a adoção de medidas educativas, de engenharia e de fiscalização específicas para motos. Uma das medidas foi o início da fiscalização de motocicletas feita com seis radares portáteis com dispositivos registradores de imagem. Segundo a CET, entre 26 de março e 30 de novembro, foram registradas 56.163 imagens pelos seis radares, conhecidos como pistola.

A CET explicou que a fiscalização é feita em 65 pontos com maior incidência de acidentes envolvendo motocicletas. Os equipamentos são operados por 150 agentes de trânsito, divididos em até quatro turnos. Além disso, desde agosto de 2010, os motociclistas estão proibidos de circular na pista expressa da Marginal Tietê.

O levantamento mostra que, em 2011, foram apreendidas 34.513 motos em blitze feitas em parceria com a Polícia Militar. Em 2010, o número de apreensões de motocicletas foi de 6.468.