Brasília – O ministro César Asfor Rocha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou arquivar, na terça-feira à noite, representação em que o PSDB acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de propaganda eleitoral antecipada e uso irregular dos meios de comunicação. O PSDB questionava a legalidade da convocação de rede nacional de rádio e TV para transmissão do pronunciamento de Lula no dia 23 e a reprodução do discurso dele no programa partidário do PT na noite de terça.

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Asfor Rocha concluiu que não houve irregularidades nem por parte do presidente nem do PT. ?Tenho que a aparição do primeiro representado (Lula) em horário nobre informando as ações realizadas pela administração mais configura uma prestação de contas ao cidadão ante as ocorrências atuais que o nítido caráter eleitoral dado pelo representante?, afirma o ministro em sua decisão.

O PSDB via caráter eleitoral na exibição das imagens e do pronunciamento presidencial no horário de propaganda gratuita do PT na televisão. A Lei Eleitoral, diziam os tucanos, determina que a propaganda eleitoral somente pode ser feita após 5 de julho do ano eleitoral. O PSDB afirma que a convocação da rede para o pronunciamento de Lula não obedeceu aos requisitos de preservação da ordem pública, da segurança nacional ou do interesse da administração pública.

?Adentrou na prática de propaganda eleitoral, extemporânea e ilegal, com o inescusável objetivo de promover sua própria pessoa?, dizia o PSDB, pedindo que o TSE proibisse a veiculação de trechos do pronunciamento no programa partidário petista. Em outra representação contra Lula, cujo julgamento já foi iniciado pelo TSE, o PSDB contesta propagandas institucionais.

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Veiculadas em abril, as peças ?O Brasil agora cresce para todos?, ?Brasil, um País de todos como nunca se viu?, ?A gente sabe que ainda tem muito a fazer, a gente sabe que pode contar com você? e ?Muda mais Brasil, um Brasil cada vez mais um País de todos? teriam sido, na opinião dos tucanos, propagandas eleitorais antecipadas. Relator da representação, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que as propagandas serviram apenas para ?enaltecer a direção do País, com o objetivo maior de chamar a atenção daqueles que serão eleitores nas eleições gerais de 2006?.