Buratti guarda revelações para a CPMI

São Paulo – O advogado e administrador de empresas Rogério Buratti não respondeu a tudo que lhe foi perguntado durante o interrogatório feito pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil na sexta-feira. Segundo o delegado seccional de Ribeirão Preto, Benedito Valencise, Buratti se recusou a detalhar quais as circunstâncias que envolveram o financiamento da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 por empresários de casas de bingo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também não quis falar sobre seu relacionamento com Jeane Mary Corner, que se auto-intitula "promotora de eventos" em Brasília.

Ambos os assuntos deverão ser tratados por Buratti em seu novo depoimento na CPMI dos Bingos no Senado, segundo teria afirmado o administrador da empresa aos promotores e ao delegado. "A impressão que tivemos é que ele deu um recado, um pequeno recado. Se o hostilizarem ou chutá-lo, ele está com a língua solta" comentou o promotor Luiz Henrique Passini Costa, que participou do interrogatório dado por Buratti usando o instrumento da" delação premiada".

Toda a parte do inquérito de 21 volumes e 4,2 mil páginas sobre o esquema de fraudes em licitações ambientais na região, referente ao ministro da Fazenda e ex-prefeito de Ribeirão Preto Antônio Palocci Filho, segue hoje mesmo para o Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Caberá ao STF atender ao pedido da CPMI dos Bingos de fornecimento das informações. A investigação no plano estadual vai prosseguir para os outros prefeitos citados por Buratti: o sucessor de Palocci, Gilberto Maggioni e os prefeitos tucanos de Sertãozinho, Matão e Monte Alto. Como ministro, Palocci tem direito a foro privilegiado mesmo em relação a fatos ocorridos antes da sua atual condição.

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