O Brasil registrou 1.394 novas mortes pela Covid-19 e 56.411 casos, nesta terça (4). Os dados elevam o total de mortes no país para 96.096 e o de casos para 2.808.076.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha de S.Paulo também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.066, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 45,9 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 48 e 69,7 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que recentemente ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 38 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 8,7 mortes por 100 mil habitantes.

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (4) mostram que, nas últimas 24 horas, foram registrados 51.603 casos de Covid-19 e 1.154 mortes confirmadas em decorrência da nova doença. O total de óbitos chega a 95.819 e de contaminados a 2.801.921 desde o início da pandemia.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.