Brasil tem fraco ritmo de alta de importações, garante OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destacou em relatório o baixo ritmo de crescimento das importações de bens do Brasil. Neste contexto, o superávit da balança comercial brasileira figura entre os maiores saldos comerciais dos 35 países pesquisados pela organização no Factbook 2008, divulgado nesta terça-feira (8). De acordo com o levantamento, o superávit comercial brasileiro ocupa a sétima posição do ranking com um saldo positivo de US$ 46,1 bilhões em 2006. A lista é liderada pela Alemanha, que apresentou no mesmo período um superávit de US$ 206,8 bilhões. O último colocado foram os Estados Unidos, que tiveram déficit naquele ano de US$ 882 bilhões.

De acordo com os dados da OCDE, o crescimento relativo anual da importação de bens no Brasil foi de 0,61% entre o período de 1996 a 2006. Foi a menor taxa verificada pelo organismo. Já o ritmo de exportações do País foi muito mais pujante, conforme mostrou a pesquisa. O crescimento relativo anual das vendas externas do País foi de 1,62% na mesma base de comparação, o sétimo maior ritmo no ranking do organismo.

Entre os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a China continuou a apresentar o maior ritmo de importações, crescimento de 2,38%, liderando a lista da OCDE. O país também é o primeiro colocado no ranking de ritmo de crescimento das exportações, com variação de 2,93%.

No período entre 1996 e 2006, a OCDE destacou uma baixa taxa de crescimento das importações no Japão, Nova Zelândia, Noruega e Suíça, enquanto as variações foram altas em novos membros do grupo, como Hungria, República Tcheca e Polônia. Estes últimos viram altos níveis de aumento das exportações, assim como a Turquia. Já o Japão, EUA, Nova Zelândia, França, Itália e Reino Unido ficaram abaixo da taxa média de avanço das vendas externas.

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