O Brasil não tem infra-estrutura aeroportuária para sediar a Copa do Mundo de 2014, afirmou, nesta segunda-feira (21), o vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Adalberto Febeliano, em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional.

Segundo Febeliano, o país deve receber mais de meio milhão de turistas durante a Copa do Mundo, o que representará mais de 4 milhões de passageiros nos vôos, porque esses estrangeiros devem viajar de seis a oito vezes para acompanhar os jogos. “Hoje, o sistema aeroportuário atende a 4 milhões de passageiros por mês. Com a Copa esse número deve dobrar”, destacou.

De acordo o representante da Abag, a cidade São Paulo tem a situação aeroportuária mais crítica, seguida de Brasília e do Rio de Janeiro. De 2006 a 2007, não houve crescimento do tráfego aéreo em São Paulo, por falta de capacidade aeroportuária. “De longe a cidade de São Paulo é a que tem maior deficiência aeroportuária”.

Segundo ele, apesar de já dispor da segunda pista de pouso, o Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek deve sofrer a médio e longo prazos, por não ter investido com a mesma velocidade nos terminais de passageiros. Febeliano disse que o Rio de Janeiro terá problemas a médio prazo por causa do aumento da demanda de vôos.

Para ele, o país deve começar a construir aeroportos com urgência, pois esse processo demora em torno de seis anos. “Precisamos começar a modernizar nossos aeroportos e construir novos aeroportos, senão, quando chegar a Copa não [haverá] tempo hábil para atender esse fluxo de passageiros”.