Brasília: um centro mundial
de poder, daqui a 46 anos.

China, Estados Unidos e Índia serão os países mais potentes do mundo em termos de PIB até 2050, seguidos ?de longe? por Japão, Brasil e Rússia, destaca um estudo da Goldman Sachs presente no Boletim de Informação Comercial Espanhola, que é publicado pelo Ministério de Indústria da Espanha.

O relatório estuda e compara a evolução até 2050 do chamado G-6, que reúne as seis economias mais importantes do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália), com a de China, Índia, Brasil e Rússia, países aos que qualifica como nações ?em desenvolvimento com um alto potencial de crescimento?. As conclusões mostram que, em menos de quarenta anos, esses países com grande potencial gerarão um PIB conjunto superior ao do G-6, apesar de na atualidade representar apenas quinze por cento desta cifra.

Em 2009, o crescimento anual da despesa será maior nos países em desenvolvimento do que nas economias do G-6 e já terá se duplicado em 2025, para passar a ser quatro vezes maior em 2050. Segundo o estudo, os ?acusados ritmos de crescimento nesses países levarão a uma reorientação dos fluxos internacionais de investimento?, que gerarão novos e ?espetaculares? alinhamentos das taxas de câmbio.

As repercussões comerciais a longo prazo desta mudança estrutural, diz o relatório, serão importantes porque, caso sejam cumpridas as previsões de crescimento do comércio à medida que se incrementa o PIB, a demanda por importações dos países em desenvolvimento crescerá em um ritmo superior ao do G-6.

Portanto, conclui o estudo, ?o futuro do comércio mundial passa inexoravelmente pela Ásia?, e o fato de que esse comércio seja ?intra-asiático? ou global dependerá do andamento das negociações multilaterais no seio da OMC e da evolução dos acordos comerciais regionais entre países asiáticos.

Uma das principais armas para o Brasil se alavancar como uma grande economia é conseguir o equílibrio de condições nas relações comerciais. Recentemente o País obteve várias conquistas em fóruns internacionais como a OMC, contra os Estados Unidos, principalmente, e a União Européia. E continua avançando em setores nos quais nem tinha tradição. Um exemplo é o caso do camarão. Apesar de a cultura do crustáceo (carcinocultura) ser uma atividade recente no Nordeste, onde se concentra 95% da produção, o país caminha para virar um gigante do setor. Em pouco mais de uma década, o Brasil se transformou no sexto maior produtor e exportador do camarão marinho cultivado. E já tem a maior taxa de produtividade do mundo.