A BRA anunciou na tarde desta terça-feira (6) que pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a suspensão temporária de todos os seus vôos domésticos e internacionais a partir de amanhã. Os passageiros com passagens já compradas pela BRA deverão ser transportados por empresas congêneres.

Com problemas financeiros e operacionais, a companhia já havia suspendido todos os vôos internacionais porque seus dois aviões para vôos para o exterior estão em manutenção. A suspensão da operação da BRA vale até a companhia conseguir um novo aporte de capital de seus investidores, reunidos no Brazil Air Partners. entre alguns dos integrantes desse fundo estão a Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e os bancos americanos Goldman Sachs e Bank of America.

Em dezembro de 2006, o Brazil Air Partners comprou 20% do capital da BRA por R$ 180 milhões. Um fornecedor da BRA, que não recebe há dois meses, afirma que já teriam sido aportados cerca de R$ 100 milhões. O restante só deveria ser desembolsado após a saída do presidente da BRA, Humberto Folegatti, que renunciou no dia 1º, após acordo fechado com os investidores, que queriam seu cargo para poderem reestruturar a companhia.

A General Electric Commercial Aviation Services (GEcas), empresa de arrendamento de aviões da GE, anunciou hoje que o contrato assinado com a BRA para a compra de dois jatos Embraer 195, que seriam entregues no primeiro semestre do ano que vem, foi cancelado. O motivo foi o atraso no pagamento.