Boxeadores voltaram a Cuba porque quiseram, diz Genro

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que vai confirmar à Comissão de Relações Exteriores do Senado, em data a ser agendada, que os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara saíram do Brasil e voltaram a Havana porque quiseram e não porque foram deportados. "É isso o que ocorreu e é essa explicação que eu vou dar, mostrando toda a documentação" afirmou hoje em Porto Alegre, onde apresentou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) a prefeitos de municípios gaúchos.

Para Tarso, uma parte da imprensa brasileira insiste em tratar o tema como deportação porque gostaria de usar a retenção dos esportistas no País como propaganda contra Cuba. "Talvez preferissem que praticássemos um seqüestro, mas não vão levar", avisou. "Não vamos fazer isso nem com americanos, nem com chineses, nem com cubanos, nem com ninguém".

Em sua argumentação, o ministro destacou que os atletas cubanos que abandonaram a delegação no Pan-Americano do Rio e quiseram ficar no Brasil – o jogador de handebol Rafael Capote e o técnico de ginástica artística Lázaro Lamelas – ainda estão no País. "Os que foram queriam ir, os que ficaram queriam ficar, mas parece que isso não entra na cabeça de alguns jornalistas e críticos do governo", sustentou Tarso em resposta a um telejornal da TV Record.

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