Aos 66 anos, o jornalista Ricardo Boechat, da Band São Paulo, morreu em um acidente com queda de helicóptero ocorrido no início da tarde desta segunda-feira (11). As informações foram divulgadas pela Veja e confirmadas pela Band São Paulo logo depois.

O responsável por anunciar a notícia ao vivo foi o apresentador José Luiz Datena, que elogiou o colega, dizendo que Boechat era o maior âncora do jornalismo brasileiro. Além do jornalista, o piloto da aeronave também morreu. O motorista do caminhão no qual o helicóptero bateu sofreu ferimentos leves.

No momento da queda, o helicóptero colidiu contra um caminhão e explodiu. Foto: Estadão Conteúdo
No momento da queda, o helicóptero colidiu contra um caminhão e explodiu. Foto: Estadão Conteúdo

Na Rádio Band News, onde o jornalista também apresentava um programa no período da manhã, a programação foi interrompida logo após a confirmação da notícia. Boechat teria embarcado na aeronave por volta das 11h50, em Campinas, no interior de São Paulo, e desembarcaria cerca de meia hora depois, no prédio dos estúdios do grupo Band, na capital.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, além de ser colunista da revista IstoÉ. Trabalhou no Estado e, também, nos jornais O Globo e O Dia. É ganhador de três prêmios Esso e, segundo o site da Band, é um dos maiores ganhadores da história do Prêmio Comunique-se, em que foi reconhecido como âncora de rádio, âncora de televisão e colunista. Também foi eleito o jornalista mais admirado do País na pesquisa do site Jornalistas&Cia em 2014.

Repercussão

A morte do jornalista teve grande repercussão nas redes sociais. O presidente Jair Bolsonaro comentou que recebeu com pesar a notícia.

Boechat era torcedor do América-MG, que prestou homenagem ao jornalista nas redes sociais. “Expressamos nossos sentimentos à família e aos amigos do jornalista e das demais vítimas desse triste acidente.”

Jornalistas e admiradores também lamentaram a morte de Boechat. “Tristeza e luto nessa tragédia para o jornalismo brasileiro. Perdemos uma referência para o jornalismo combativo e questionador”, escreveu Flávio Fachel, apresentador do Bom Dia RJ. “Tá difícil de segurar a onda por aqui. Um dia choro por centenas, noutro por dezenas, agora choro por um colega: Ricardo Boechat, agora não! O jornalismo precisa de você”, escreveu Milton Jung, da CBN.

Já o jornalista André Trigueiro lembrou do período em que trabalhou com Boechat na TV Globo. “Jornalista valente, corajoso, contundente, um dos grandes nomes dessa nossa profissão”, disse. “Ricardo Boechat era um voz contestadora na imprensa, fará muita falta”, lamentou Mauro Cezar, jornalista da ESPN.

A jornalista Miriam Leitão, da TV Globo, também falou sobre a morte do “querido amigo”. “Não posso acreditar. Eu lhe devo tantos favores, tantas palavras generosas em momentos difíceis. Você foi pessoa linda, jornalista maravilhoso.”

“Meus sentimentos para a família do Boechat, um dos melhores e mais geniais jornalistas e comunicadores do Brasil”, escreveu o comentarista internacional Guga Chacra.

 

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