Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acumulados em 12 meses até março totalizaram R$ 70,2 bilhões, com alta de 24% em relação a igual período anterior. As aprovações, por sua vez, aumentaram 22%, chegando a R$ 102,6 bilhões na mesma comparação. "Temos um ciclo de crescimento saudável", destacou o presidente do banco estatal de fomento, Luciano Coutinho, ao divulgar os dados referentes a março em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (29) à imprensa.

Um dos destaques do período foi a expansão de 57% da linha de financiamento para máquinas e equipamentos (Finame), que alcançou R$ 22 bilhões. Foi o maior aumento da história da Finame para o período de 12 meses encerrado em março, informou Coutinho.

Outro destaque foi o setor de infra-estrutura, em que os desembolsos se elevaram 65%, atingindo R$ 27,7 bilhões. As aprovações para o setor foram de R$ 43,8 bilhões no período, com alta de 61%. Para a indústria, porém, o ritmo foi mais lento. Os desembolsos somaram R$ 28,5 bilhões, com queda de 5% sobre igual período anterior, enquanto as aprovações para o setor somaram R$ 44,4 bilhões no período de 12 meses até março, com aumento de apenas 4%.

De acordo com Coutinho, a redução nos desembolsos para o setor industrial ocorreu somente nos créditos à exportação, especialmente no segmento de materiais de transporte. "Não quer dizer que as exportações de automóveis diminuíram", comentou. Ele acredita que a indústria encontrou crédito no mercado de bancos privados. Segundo Coutinho, o banco estatal está priorizando o investimento em formação bruta de capital fixo e inovação. Na sua avaliação, os investimentos realizados no País já levaram a redução da utilização da capacidade instalada no setor industrial. Esse é um dos indicadores que a diretoria do Banco Central avalia constantemente para a condução da política monetária no País.