O bloco Agrada Gregos promoveu a confraternização entre “anjos” e “demônios” em sua passagem pela Avenida Pedro Álvares Cabral, na região do Ibirapuera, zona sul paulistana, na tarde deste sábado, 22. Antes mesmo de o trio-elétrico começar o percurso, já era visível a divisão de foliões entre os fantasiados de anjinho e aqueles que preferiram se travestir de capeta. Claro, como é carnaval, as aparências quase sempre enganam.

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De São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um grupo de amigos optou por ser do time dos anjos. “Como tem gente que diz que sou o capeta, resolvi me fantasiar assim”, disse Wellington Vieira, 23 anos. Essa foi a mesma lógica da turma que preferiu a outra figura. “Carnaval tem de ter um quê de diabinho, mas, na verdade, sou um anjo”, comentou Jean Rodrigues, 31 anos.

Na maioria da vezes, anjos e demônios andavam juntinhos no cortejo do Agrada. “Tenho essa carinha de anjo. Não tinha outra fantasia pra mim”, comentou Ingrid Vitória, 18 anos, e que é melhor amiga da Jessica Silva, 22 anos. ” Já sou a própria diabinha. Tô aqui pra atrapalhar e confundir”, falou.

O bloco, caracterizado por atrair o público LGBT, também trouxe um público mais experiente para a pista. Ângela Fragoso, 65 anos, era uma das mais animados. ” Sempre fui do carnaval. Estou adorando tudo isso acontecendo em São Paulo”, disse.

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Uma das idealizadoras do bloco, Natália Takenobo, aposta tanto no clima de paz e amor do bloco que sempre trás a própria mãe para o desfile, a Célia Takenobo. ” Venho sempre. Não perco um. Muito orgulho da minha filha e de tudo isso que acontece com o Agrada Gregos”, falou.

Anjos, demônios e os demais foliões se juntaram para reverenciar a rainha do bloco, a cantora Gretchen. Ela subiu no trio um pouco antes das 14h30 e levou o público à loucura. “Tenho muito orgulho de ser a rainha desse bloco”, disse a artista.

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